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Adeal e Ministério Público convocam produtores irregulares

Produtores que não vacinaram o rebanho na última etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, em abril, foram convocados para uma audiência com o Ministério Público Estadual (MPE), na próxima segunda-feira (18).

A audiência, marcada para as 10h, é decorrente de um convênio firmado entre a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e MPE. “O estado perde muito com a classificação de zona de risco desconhecido da febre aftosa. O Ministério Público vem colaborar com o trabalho da Adeal de conscientizar produtores da obrigatoriedade da vacinação e manutenção do cadastro agropecuário, e assim, acelerar o processo de mudança do status sanitário”, afirma a promotora Dalva Tenório.

Cerca de 30 criadores devem participar da sessão. ”Inicialmente foram convocados os produtores da grande Maceió. Em seguida, também realizaremos audiências no interior do estado”, explica a promotora.

A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória para bovinos e bubalinos de todas as idades e única maneira de manter o rebanho protegido contra a doença. Em Alagoas a campanha é realizada duas vezes ao ano, em abril e outubro. O produtor que não imuniza os animais está sujeito à multa de R$162,00. Para quem não declara a vacinação, a multa é de R$ 486,00.

Matadouros

Ainda na segunda-feira, a Adeal entrega ao Ministério Público um relatório sobre a situação dos matadouros de Alagoas. O estudo foi realizado pela equipe de Inspeção Agropecuária que visitou, durante o mês de julho, 83 matadouros em diversos municípios do estado.

Entre os itens avaliados estão localização, procedência da água, método de abate, tipo de esfola, manipulação das vísceras, destinação dos resíduos sólidos e dos efluentes e sistema de refrigeração. “Encontramos matança e esfola sendo realizadas no chão; efluentes e dejetos despejados em rios, lagoas e açudes; abates feitos com métodos cruéis como choupa ou marreta. Entre os matadouros fiscalizados apenas cinco estão aptos a funcionarem como estão hoje. Outros três com algumas mudanças estarão dentro dos padrões”, enumera o médico veterinário André Sandes, fiscal agropecuário do estado.

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