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Trabalho de inteligência leva Adeal a descobrir fraudes em GTA’s

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) demonstrou, esta semana, seu poder de atuação. Na noite da última terça-feira (05), interceptou e apreendeu 52 bovinos que seriam comercializados irregularmente na Feira de Gado de Dois Riachos.

A operação que resultou na apreensão contou com o apoio da Polícia Militar e foi montada com base num trabalho investigativo. “Na última semana tivemos informações que estariam adulterando GTA’s (Guias de Trânsito Animal) de gados vindos de Sergipe. A partir de investigações concluímos que uma carga seria transportada terça-feira”, revela Edivan dos Santos, gerente da Unidade Regional da Adeal em Santana do Ipanema.

O gerente detalha a ação. “Para chegar a Dois Riachos quem vem de Sergipe pode seguir por três caminhos: Delmiro Gouveia, Pão de Açúcar e Belo Monte. Optamos por montar uma fiscalização na entrada da Feira, em Dois Riachos, e outra em São José da Tapera, cidade escolhida por permitir interceptar os caminhões que viessem por Delmiro Gouveia ou Pão de Açúcar. Durante a tarde recebemos informações de que a entrada dos bois em Alagoas seria feita por meio de travessia de balsa entre os municípios de Porto da Folha (Sergipe) e Belo Monte (Alagoas) e deslocamos uma equipe para uma estrada de terra, próxima a AL 220, entre Belo Monte e Batalha, onde foi realizada a interceptação”, explica.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao escritório da Adeal em Batalha, onde passaram a noite. No início da tarde de quarta-feira (06), uma comitiva da Adeal, escoltada por viaturas policiais, acompanhou a carga retida até Propriá, divisa com Sergipe.

Entregues a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), os bovinos foram sacrificados e incinerados, na quinta-feira. “Esse é o procedimento padrão de um sacrifício sanitário. Os animais não estão doentes, mas como entraram em uma zona considerada de risco desconhecido para a febre aftosa não podem retornar para zona livre. Por sua vez, não podem permanecer em Alagoas já que entraram no estado ilegalmente”, explica a gerente de Defesa Animal da Emdagro, Rita Selene.

Além de arcar com o prejuízo, cerca de R$ 25 mil, já que os animais seriam comercializados em torno de R$ 500 cada um, os proprietários devem ser processados por fraudar documentos. “A Adeal está empenhada em exercer sua função. Quem tentar burlar a legislação será punido”, avisa o diretor presidente da Agência, Hibernon Cavalcante.

“A apreensão transmite ao produtor rural que a Adeal está atenta e disposta a punir as irregularidades. A Federação apóia todas as medidas coibitivas no sentido de evitar fraudes e melhorar o status sanitário do Estado”, afirma Álvaro Almeida, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas. Além do setor produtivo, as Superintendências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Sergipe e Alagoas e a Emdagro também se pronunciaram parabenizando a Adeal pela ação.

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