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05/05/2011 - 11h11m

O uso correto de agrotóxicos e a devolução das embalagens vazias em Alagoas

Eduardo Lino Moreira*

 Com a criação da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas – ADEAL, autarquia sob regime especial, em janeiro de 2006, o Estado de Alagoas passou a ter um programa específico em proteção de plantas, que é a Defesa Vegetal, seguindo as diretrizes, como em todo o país, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Dentre esta atividade, os alagoanos passaram a dispor da fiscalização do uso de produtos agrotóxicos e afins e também do Recolhimento de suas embalagens vazias, com o foco especial em proteger a vida e a preservação do meio ambiente.

Para que isso aconteça há e urge-se um pool de conscientização, dentro de uma sistemática que vai desde a fiscalização da venda destes produtos nos estabelecimentos comerciais autorizados, uso correto pelos agricultores e recolhimento das embalagens, à capacitação dos aplicadores destes produtos, a cargo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR-AL; fiscalização dos resíduos além do permitido nos produtos de origem vegetal; Programa de Análise de Resíduos em Agrotóxicos – PARA, sob a responsabilidade da Vigilância Sanitária do Estado de Alagoas – VISA; e fiscalização das conseqüências de intoxicação por uso destes produtos no trabalhador rural, sob a responsabilidade do Centro de Referência do Trabalhador – CEREST, programa da Secretaria de Saúde de Alagoas.

Diante desta cadeia de responsabilidades, há uma resposta positiva. Em 2005, o estado recolheu 35 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos. Em 2010, chegamos à marca de 100 toneladas, de acordo com dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – inpEV.

Isso sem deixar de registrar uma marca histórica. Em 2008, Alagoas foi destaque nacional, sendo o segundo estado brasileiro que mais recolheu embalagens vazias de agrotóxicos. Perdemos apenas para o estado do Rio de Janeiro, isso em escala proporcional.

Mas como nem tudo são flores, Alagoas precisa mais do que urgente construir um posto de recolhimento na região fumageira para atender a demanda de seus agricultores. Essa região tem o maior quantitativo de pessoas usando agrotóxicos, o que causa maior relevância nos cuidados do uso destes produtos.

Atualmente, Alagoas dispõe apenas de um posto de recolhimento, construído pela Codevasf, em Porto Real do Colégio, e uma central de destinação para atender todo o estado, que fica no município de Marechal Deodoro, trabalho este sob a responsabilidade e manutenção dos estabelecimentos comerciais, sob a forma de associativismo. Mas nem todos contribuem como pede a Associação dos Distribuidores e Revendedores de Agroquimícos – ADRAAL.

Um outro ponto importantíssimo foi a criação, através de lei federal, do Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado nacionalmente em 18 de agosto. Essa institucionalização no calendário representa uma obediência à demanda mundial em preservar o meio ambiente, formando uma conscientização em todos e especialmente aos que manuseiam agrotóxicos e Afins.

*Eduardo Lino Moreira é engº agrº responsável pela divisão de fiscalização de Agrotóxicos e afins / Adeal

 

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