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19/03/2018 - 09h05m

Clorose Variegada dos Citros é detectada em Alagoas

Levantamento fitossanitário foi realizado pela Adeal em propriedades da zona da mata do Estado

Clorose Variegada dos Citros é detectada em Alagoas

CVC não é considerada uma praga quarentenária - crédito foto: Fundecitrus

Ascom Adeal

O levantamento fitossanitário feito pela equipe técnica da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), no município de Chã Preta, constatou a presença da “Clorose Variegada dos Citros” (CVC), conhecida como “Amarelinho”.

A doença é causada pela bactéria Xylella fastidiosa, que atinge todas as variedades comerciais de citros, sendo transmitida para a planta por 12 espécies de cigarrinhas, que são responsáveis pela disseminação da praga nas regiões citrícolas do país ao se alimentarem no xilema de árvores contaminadas. 

No pomar afetado pela CVC, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente, podendo perder até 75% de seu peso com a produção do pomar caindo rapidamente. Com o avanço da doença, os frutos ficam queimados e impróprios para a comercialização. 

“Como ainda não há uma forma de controlar a Xylella fastidiosa, a principal recomendação para os citricultores é a utilização de manejo da doença, baseado em três estratégias: utilização de mudas sadias, poda de ramos com sintomas iniciais em plantas com mais de dois anos e erradicação de plantas mais novas e controle das cigarrinhas”, esclareceu Silvio Barbosa, supervisor regional da Adeal.

 Segundo o representante da Adeal, apesar de não ser mais considerada uma praga quarentenária no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), não se tinha registro da CVC em Alagoas.

O levantamento fitossanitário foi realizado em 116 pequenas propriedades rurais, em áreas de assentamentos da reforma agrária, no período de agosto a dezembro de 2017, também nos municípios de Viçosa, Cajueiro.

Foram realizadas 07 coletas de amostras de folhas e ramos de citros com suspeita da doença, e enviada para análise em laboratório oficial do Mapa, no Rio Grande do Sul. O Levantamento Fitossanitário consistiu em cadastro de propriedade, inspeção fitossanitária de campo e coleta de amostra.

“Este trabalho desenvolvido pela Adeal é importante, tendo em vista a citricultura alagoana está atrelada a agricultura familiar, sendo a principal atividade de muitos agricultores do Vale do Mundaú. O município de Santana do Mundaú concentra a maior produção do Estado e é um grande exportador da fruta para as demais regiões do país”, acrescentou Silvio Barbosa.

Segundo IBGE (2015), Alagoas é o terceiro produtor de laranja do Nordeste.O Estado possui 4.932 hectares de laranja e uma produção de 49.068 toneladas na safra 2015.

 

 

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