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20/03/2018 - 16h40m

Nordeste reforça combate a cochonilha do carmim

Adeal e demais órgãos de defesa intensificam ações para evitar o avanço da praga na região

Nordeste reforça combate a cochonilha do carmim

Praga está presente

Texto de Dorgival Junior

Com a região Nordeste sob ataque da cochonilha do carmim, técnicos dos órgãos de defesa da região participaram de uma reunião na cidade de Paulo Afonso/BA com a finalidade de traçar estratégias comuns e sinérgicas de enfrentamento da praga.

O encontro, que foi promovido pela Agência de Defesa da Bahia (ADAB) e que contou também a participação de representantes de órgãos pesquisa, avaliou ações que poderão ser adotadas contra a praga que ataca a palma forrageira da variedade gigante.

Na oportunidade, foram apresentadas as experiências de cada Estado onde a praga já foi introduzida, avaliando os erros e acertos de cada localidade na condução das ações de contenção e convívio com a cochonilha.

“Uma determinação do encontro é que os órgãos de defesa dos Estados levem aos produtores a orientação sobre o uso de variedades de palmas resistentes a cochonilha, a exemplo da miúda, orelha de elefante mexicana e a Ipa Sertânia. Em Alagoas, na bacia leiteira  culturalmente  já se cultiva a palma miúda  que é resistente  a cochonilha do carmim. Entretanto, no médio e alto sertão, onde o plantio era da variedade suscetível, foi substituído aproximadamente em 90% por variedades resistentes. Mas existem alguns produtores que ainda cultivam a variedade suscetível. Então, fazemos um trabalho de conscientização para que ele elimine de vez este tipo de palma que é atacado pela praga”, afirmou a gerente do Núcleo de Defesa Vegetal da Adeal, Maria José Rufino, que representou Alagoas no encontro.

Segundo a gerente da Adeal, outra medida no combate a praga consiste na intensificação das ações de educação fitossanitária junto aos produtores rurais com o propósito de ampliar a conscientização sobre a cochonilha. “Além de também terem sido propostas da necessidade de criar ações de governo capazes de criar ferramentas para manter a palma forrageira em plena atividade”, afirmou.

Foco

O primeiro foco da praga no Nordeste surgiu no Estado de Pernambuco em 1998. Com o avanço da cochonilha na região, em 2005, Alagoas deu início a um trabalho de conscientização do produtor sobre o perigo da praga, transformando-o em um fiscal no campo, alertando a Adeal sobre a possível ocorrência da praga.

“A cochonilha é de fácil disseminação. Nosso trabalho foi efetivo na entrada da praga no Estado com o primeiro foco detectado apenas em 2011 no município de Ouro Branco. A defesa tomou todas as medidas cabíveis no momento”, reforçou Rufino, lembrando que a praga chegou na Bahia em 2017 e em Sergipe este ano, sendo o Maranhão o único que não tem registro de casos de cochonilha do carmim na região.

Cochonilha

A cochonilha é uma praga quarentenária que ataca a palma grande. São insetos que sugam a seiva da planta e são identificados observando-se pontos brancos sobre as raquetes da palma, parecidos com chumaços de algodão que, ao serem esmagados, liberam um líquido vermelho como o sangue, chamado de carmim.

Praga quarentenária representa todo organismo de natureza animal e/ou vegetal, que estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta. Tais organismos são geralmente exóticos para esse país ou região e podem ser transportados de um local para outro, auxiliados pelo homem e seus meios de transporte, através do trânsito de plantas, animais ou por frutos e sementes infestadas.

 
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