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07/11/2018 - 18h10m

Adeal tenta identificar presença de vetor da praga do coqueiro em Alagoas

Trabalho de campo, que conta com a parceria do Mapa, ocorre em 10 municípios do Estado com armadilhas instaladas em 30 propriedades rurais produtoras de coco

Adeal tenta identificar presença de vetor da praga do coqueiro em Alagoas

Trabalho de campo é realizado em dez municípios do Estado - Crédito foto: Divulgação

Texto de Dorgival Junior

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Mapa), executa um trabalho de prevenção contra o surgimento da praga do Amarelecimento Letal do Coqueiro no Estado.

A ação vem sendo realizada em outros estados da Federação que têm produção de coco como forma de identificar vetores (uma espécie de cigarrinha) da praga. O Amarelecimento Letal do Coqueiro ainda não encontrado no país.

Em Alagoas, dez municípios estão fazendo parte da pesquisa de campo, com a instalação pelo período de 15 dias de armadilhas usadas para atrair insetos, verificando se existe o vetor da praga no Estado. O trabalho é realizado em três propriedades rurais por município.

O material coletado nas armadilhas é previamente analisado na Embrapa local. Em caso de suspeita da captura do vetor, ele é encaminhado para o laboratório oficial que dará o laudo da existência do vetor.

“Este vetor já existe no Estado do Pará. O trabalho tem o objetivo de avaliar o risco fitossanitário para  as regiões onde forem detectadas a  presença dele, tendo em vista que a introdução de uma planta doente no Brasil, em um local onde já exista o vetor, poderá ocorrer a disseminação do amarelecimento letal. Não havendo a presença do vetor, não haverá disseminação. É um trabalho preventivo que estamos realizando com essa ação de campo”, declarou a chefe do Núcleo de Defesa e Inspeção Vegetal da Adeal, Maria José Rufino.

O amarelecimento, praga presente em alguns países da América Central e que ameaça chegar ao Brasil, pode matar a planta em menos de seis meses, não havendo cura e nem agrotóxicos para o tratamento.

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