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26/11/2018 - 11h15m

Cancro cítrico: Alagoas pode conquistar status fitossanitário de área com praga ausente

Levantamento de campo é realizado em 350 propriedades rurais da zona da mata e litoral norte do Estado

Cancro cítrico: Alagoas pode conquistar status fitossanitário de área com praga ausente

Levantamento é realizado em 350 propriedades rurais produtoras de citros

Texto de Dorgival Junior

 Técnicos da Adeal, sob a supervisão do Núcleo de Defesa Vegetal da agência de defesa, executam até dezembro o levantamento de campo que pode conceder a Alagoas o status fitossanitário de área com praga ausente para cancro cítrico (Xanthomonas citri subsp. Citri), uma doença causada por bactéria que ataca todas as espécies desta cultura. 

A ação contempla 350 propriedades rurais localizadas em 14 municípios do Litoral Norte e Zona da Mata.

Atualmente, o Estado que se destaca como o maior produtor nacional de laranja lima Citrus sinensis (L.) Osbeck. A área plantada de citros, segundo dados do IBGE/2017, é de 10.586 hectares.

O trabalho de campo é realizado pelos técnicos da Adeal em cumprimento às exigências da Instrução Normativa N° 21 de 25 de abril de 2018.

O levantamento consiste na inspeção de 10% das propriedades com produção comercial de cítricos para obter uma cobertura geográfica representativa no Estado, além de inspecionar 20% das plantas cítricas de cada propriedade.

Para cada imóvel com produção comercial de cítricos inspecionado, dentro do raio mínimo de um quilômetro, serão vistoriadas todas as plantas cítricas existentes em imóveis de produção não comercial, imóveis urbanos e áreas publicas.

Na ação, deverão ser inspecionadas todas as plantas cítricas em viveiros; campos de plantas fornecedoras de material de propagação sem origem genética comprovada; campos de produção de porta enxertos; jardins clonais e borbulheiras.

“Nesta ação, amostras de casos suspeitos com sintomas de cancro cítrico – acompanhadas com o termo de coleta ao Núcleo de Defesa e Inspeção Vegetal – serão remetidas a um dos laboratórios credenciado pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para análise de diagnóstico fitossanitário”, esclareceu a chefe do Núcleo de Defesa Vegetal da Adeal, Maria José Rufino.

Cancro cítrico

A doença entrou no Brasil em 1957 e, atualmente, está presente em 11 Estados, sendo três deles na região Nordeste. De acordo com a Adeal, onde ocorre a presença desta doença existe restrições comerciais para esses produtos. Diante do trabalho efetivo promovido pela Adeal, a praga não está presente em Alagoas.

De acordo com a Adeal, a citricultura alagoana está concentrada na região “Vale do Mundaú”, especialmente, nos municípios de Branquinha, Ibateguara, São José da Laje, União dos Palmares e Santana do Mundaú. Esse último destaca-se como o maior centro de produção citrícola responsável por cerca de 60% da safra estadual.

A produção de citros também aparece com relevância na região norte, que, com o avanço dos assentamentos rurais no Estado, houve um a evolução da produção dessa fruta. Desta forma, nos municípios onde existe o maior número de famílias assentadas houve um maior incremento da cultura.

A produção citrícola em Alagoas é composta em sua maioria por pequenos produtores rurais. Em média, cada propriedade possui uma área estimada de cinco hectares cultivados com laranja lima.

A safra na região ocorre duas vezes por ano, sendo a primeira entre os meses de abril a julho, sendo esta de maior expressão, e a segunda entre os meses de agosto a novembro. Ambas as safras são colhidas por mão de obra familiar.

A produção de laranja lima atualmente vem sendo exportada principalmente para os Estados de Sergipe e Pernambuco, além da Bahia, Ceará e São Paulo e consumida também em Alagoas.

 
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