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06/01/2020 - 13h55m

AL inicia nova Campanha de Vacinação contra a Raiva Animal

Primeira etapa irá imunizar todos os herbívoros independente da idade

AL inicia nova Campanha de Vacinação contra a Raiva Animal

Campanha de vacinação contra a raiva animal segue até junho de 2020. Foto: Ascom Adeal

Texto de Paula Nunes

 

 

A raiva animal é uma doença causada por um vírus que ataca o sistema nervoso de mamíferos terrestres, morcegos e humanos. Pensando na prevenção dos rebanhos em todo o estado, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) deu início, nesta sexta-feira (24), a nova campanha de vacinação contra a Raiva dos Herbívoros, que segue até junho deste ano. A doença não atinge somente cães e gatos.

Todos os herbívoros acima de três meses de idade (bovinos, ovinos, caprinos e equinos) devem ser imunizados.  A vacina antirrábica é uma das principais maneiras de controlar a raiva em áreas rurais e urbanas, e a expectativa da Adeal é vacinar 100% dos rebanhos.

No ano passado, Alagoas registrou oito casos confirmados da doença nas cidades de Quebrangulo, Chã Preta, Penedo, Viçosa, Campo Grande, Palmeira dos Índios e Piaçabuçu. 

A médica veterinária da Adeal, Gabrielle Fidelis, explica que o vírus da doença entra no organismo dos animais através de lesões da pele, provocadas pela mordedura de um outro animal doente, que elimina o vírus na saliva. Destacando que não se sabe exatamente o período em que os herbívoros podem transmitir a doença ao humano, embora considere que a quantidade de vírus presente na saliva destes animais seja inferior a de cães e gatos, a raiva pode ser transmitida para humanos pelos herbívoros. Assim, é recomendado que não se introduza as mãos na boca de qualquer espécie de animal com sintomatologia nervosa, sem o uso de luvas apropriadas.

Ela ressalta que a medida inicial é o afastamento dos animais do resto do rebanho, após apresentar os sintomas, como certa apatia e perda do apetite. “Ficam, geralmente de cabeça baixa e indiferentes ao que se passa ao seu redor”, diz, além dos outros sintomas, como o aumento da sensibilidade e coceira na região da mordida, hiperexcitabilidade, salivação abundante e viscosa e dificuldade para engolir (o que sugere que o animal esteja engasgado).

Gabrielle explica ainda que os animais também podem apresentar movimentos desordenados da cabeça, tremores musculares e ranger de dentes, dilatação das pupilas, andar cambaleante, incoordenação motora, contrações musculares involuntárias, além de apresentam movimentos de pedalagem dos membros posteriores e anteriores, dificuldades respiratórias, asfixia e morte. Esta ocorre, geralmente entre 3 a 6 dias após o início dos sintomas, podendo se prolongar em alguns casos até 10 dias.

“É de grande relevância que a população saiba da importância da doença e dos riscos oferecidos pelo vírus à saúde dos seres humanos que manipulam animais com sinais característicos, sem a devida proteção. Não só os animais de produção, mas também os animais domésticos que convivem diariamente com o homem, são susceptíveis ao vírus e capazes de transmiti-lo”, garante a médica veterinária.

André Brito, diretor-presidente interino da Adeal, esclarece que a doença também é responsável por enormes prejuízos econômicos, além de ser considerada uma das mais importantes zoonozes em saúde pública. “Estamos dando continuidade ao trabalho realizado no ano passado, e iniciando mais uma campanha para termos controle, aplicando medidas preventivas como a vacinação, além do atendimento a focos e ações de educação sanitária”, disse.

Pede aos criadores alagoanos que, quando há a suspeita de animais com raiva, informem a Adeal através do número 0800 082 0050. Ele garante que uma equipe de técnicos se deslocará até a propriedade e realizará toda a investigação, coletando material para exame laboratorial e fazendo também todo processo de atendimento a foco.

 

Vacinação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) preconizou para o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, a utilização da vacina inativada. Nos animais vacinados pela primeira vez, devem ser dadas duas doses, com intervalo de 30 dias, sendo que a idade para a primeira vacinação deve ser a partir dos 3 meses.

Para bezerros nascidos de mães vacinadas, os anticorpos provenientes do colostro permanecem em níveis satisfatórios até esta idade, porém, para bezerros de mães não vacinadas, a aplicação da primeira dose deve ser feita logo ao nascer, o que irá contribuir para uma boa imunização após as doses futuras. A revacinação é feita anualmente ou semestralmente de acordo com a ocorrência da doença na região.

Da mesma forma que para a vacinação da febre aftosa, os proprietários devem comprar a vacina e aplicar em seus animais, em seguida dirigem-se ao escritório da Adeal mais próximo e declarar a imunização, apresentando a nota fiscal de compra da vacina.

 

Raiva animal

A doença pode infectar qualquer mamífero, inclusive o humano, por meio da saliva, mordedura ou arranhões, sendo fatal nos casos em que não é dada a assistência médica em tempo hábil. Quem entrar em contato com a saliva de animais desconhecidos ou suspeitos deve lavar a região abundantemente com água e sabão e procurar atendimento médico.

 

Raiva em humanos

Os seres humanos são infectados pela raiva ao entrarem em contato com a saliva de animais com o vírus. Essa transmissão ocorre, principalmente, por causa das mordidas dos animais, mas podem acontecer em caso de arranhões ou até lambidas.Em caso de possível exposição ao vírus da raiva, é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente e sabão. A pessoa infectada pela raiva precisa procurar atendimento médico para tomar a vacina e soro logo após o incidente. A vacina não tem contraindicação.

 

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