Mosca-das-frutas
As moscas-das-frutas são consideradas
as pragas mais nocivas para a fruticultura,
com restrições em quase
todos os países importadores.
No Brasil se destacam as pertencentes
aos Gêneros Anastrepha e Ceratitis.
No programa de monitoramento no Vale
do São Francisco, são
utilizadas Armadilhas McPhail para
as espécies de Anastrepha spp,
e Armadilhas Jackson para Ceratitis
capitata. Nas McPhail utiliza-se atrativo
alimentar (proteína hidrolisada
a 5%) e nas Jackson atrativo sexual
para-feromônio sintético
(trimedlure).
As coletas, e contagem das moscas
são semanais para McPhail e
quinzenais para Jackson. É
utilizado o índice Mosca Armadilha
Dia - MAD, para medir a flutuação
populacional das moscas, dando subsídios
para início de controle (MAD=0,5),
registro de pomares (MAD<1,0) e,
até servir para interdição
da produção do pomar
para exportação visando
o mercado americano (MAD>1,0).
PLANTAS HOSPEDEIRAS: As principais plantas hospedeiras no Vale do São Francisco são: acerola, caju, castanhola, goiaba, maniçoba, manga e uva.
PREVENÇÃO E CONTROLE:
- Evitar plantios de mangas próximos
a áreas com plantas hospedeiras
das moscas, principalmente as sem
cuidados ou abandonadas.
- Não deixar frutos maduros
caídos no solo.
- Quando o MAD chegar próximo de 0,5, adotar medidas de controle químico, ou seja, pulverizações com iscas tóxicas, seguindo orientações do Responsável Técnico.
CUIDADOS:
- Fique atento e mantenha sempre baixo
o índice MAD.
- Siga à risca as instruções
do responsável técnico.
- Colete e enterre, a 20 cm de profundidade,
frutos maduros caídos no solo.
- Mantenha o livro de campo sempre
atualizado e na propriedade.
- Não utilize defensivos agrícolas
que não tenham registro no
mapa.
- Não permita que pessoas não autorizadas revisem sua armadilha.
